Aos 66 anos, José Eduardo Magrão, o Petrone, decidiu mudar de ares e após 22 anos na mesma esquina, se despede nesse mês do bairro Vila Ema, em São José. Foto: Degusta Vale

A esquina entre a Serimbura e a Euclides da Cunha vai deixar saudade. Há 22 anos no mesmo endereço, o Petrone Botequim de Petiscos, um dos estabelecimentos mais tradicionais de São José dos Campos, está se despedindo da Vila Ema porque em breve estará em novo endereço.

Pensando em atender melhor os clientes fiéis do bar e restaurante, José Eduardo Petrone, 66 anos, decidiu se mudar para uma construção mais moderna, também situada em uma esquina, agora no encontro das ruas Santa Elza com a Nassau, na Vila Rubi.

Para manter o charme e a identidade da casa, as mesinhas do lado de fora para a cervejinha no fim de tarde estão garantidas. A feijoada aos sábados, a moqueca e o bobó aos domingos, além da bacalhoada à portuguesa – especialidade do Magrão-, também continuam como carros-chefes.

Já o cardápio vai ganhar um reforço na seção de comidinhas de boteco porque como nos velhos tempos, o Petrone, que na atualidade abre de quinta a domingo apenas para o almoço, volta a funcionar como bar nas noites de quinta a sábado.

“Outra coisa legal é que vou ter as mesas (externas) dentro do meu espaço. No atual endereço, quando vem muita gente acaba ocupando a calçada e eu ouço muita reclamação. Estava desgostoso com o pessoal buzinando. Então, vai ser bom renovar e o outro endereço é aqui pertinho”, disse o proprietário.

PERFIL EMPREENDEDOR. José Eduardo Petrone é natural de Guaratinguetá. Filho de militar, nasceu em uma base aérea e em 1964, mudou-se para São José, indo morar no CTA (Centro Tecnológico Aeroespacial). Estudou jornalismo, exerceu o ofício em multinacionais, mas, segundo ele, como à época a profissão pagava mal, decidiu partir para outra e empreender.

Vivendo há 56 anos em São José, além do botequim Petrone o empresário também teve desde 1980 outros estabelecimentos de sucesso na região, começando pelo bar Gordo e Magro, que funcionava na João Guilhermino. Depois veio o Chope & Cia, onde hoje está a Torteria Haguanaboka, na Nove de Julho, que mensalmente servia uma tonelada de picanha na chapa.

Abriu também o bar Barcelona, na Martim de Sá, em Caraguatatuba, o Café Matisse, que também funcionou na avenida Nove de Julho, além do italiano Baccio, que fez sucesso instalado na Vila Betânia. “Onde hoje funciona o hortifruti Kitandinha, foi Petrone também, uma espécie de segunda unidade.”

Se tudo continuar seguindo conforme o planejado – o próprio Magrão está cuidando pessoalmente de tudo, inclusive da decoração -, a nova casa será inaugurada em setembro. “Sou eu mesmo que faço os projetos”, se diverte. “No passado, criamos o logo usando também a expressão Botequim de Petiscos. Hoje em dia existem inúmeros botequins. Nessa nova fase, pretendo suprimir essas informações, mantendo as cores verde e vermelho”, adiantou.

SERVIÇO. Em breve, o bar e restaurante Petrone estará na rua Santa Elza, 365, Vila Rubi, em São José dos Campos. No novo endereço, a casa vai funcionar de quinta a domingo para servir almoço; de quinta à sábado, abre à noite para receber o público como bar.

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