Time do Gasoline Brothers, em São José: Maurício, Marcelo, Billot, Gledson, Vitinho e Fernando. Foto: divulgação

Sorte de quem abre um estabelecimento em São José dos Campos, ou, não, a tática do “boca a boca” ainda continua sendo a melhor estratégia por aqui. Primeiro você ouve falar, depois conhece alguém que visitou a casa e fez check-in nas redes sociais. Aí, vem aquele pensamento: “como, eu, uma jornalista tão bem informada, ainda não conheço esse recinto?”

Foi assim que descobri no ano passado o Gasoline Brothers Garage Bar, o Gas Bros, um espaço de gente bacana e descolada que fica na melhor esquina da avenida Doutor João Baptista Soares de Queiroz Júnior, no Jardim das Indústrias. Ouvi falar, fui conhecer e, após poucos minutos sentada à mesa, vejo entrando um músico por quem tenho grande admiração: o guitarrista Lancaster. Feliz surpresa, a autoridade brasileira do blues era o convidado da noite. O bom gosto musical, o atendimento e a proposta do espaço me fizeram voltar uma, duas, três, inúmeras vezes e presenciar atrações internacionais de peso como o gaitista norte-americano Birdlegg.

Foi durante uma dessas visitas que conheci Billot Bianchi, 42 anos, advogado de formação, designer de coração e um dos sócios da casa, ao lado de Marcelo Demori. Depois de atuar por 19 anos na área jurídica, ele conheceu outros motociclistas que também estavam insatisfeitos com seus ofícios e era somente isso que faltava. Juntos, deram vida a um novo projeto de vida.

“Nunca me contentei em ter coisas iguais as dos outros. Dos carrinhos de rolemã às bicicletas; destas aos ciclomotores, depois as motos, depois carros e motos. Sempre inventei algo para modificá-los. Essas ideias viravam sonhos de consumo dos amigos que me pediam para montar algo para eles. Foi quando nos unimos e montamos a oficina de customização”, disse Billot.

A casa. É isso mesmo: durante o dia o Gas Bros é uma oficina de customização e mecânica de motocicletas. No final do dia, um bar que reúne amigos, loucos (no melhor sentido da palavra) por motos e outros simpatizantes deste universo. “Por dois anos e meio trabalhamos de portas fechadas, executando projetos que nos levaram aos melhores eventos do Brasil. O espaço ficou pequeno e onde estávamos não era possível oferecer uma confraternização aos amigos”, contou o empresário, ao revelar que dois meses depois encontraram o novo ponto.

Outro fator bacana de se observar no espaço é que tudo tem o jeitinho dos proprietários. Os sócios suaram a camisa e em três meses reformaram o local, colocando, literalmente, a mão na massa para que a casa tivesse tudo a ver com os ideais deles. Tanto que até no menu do bar tem a participação da dupla. Muitas das receitas foram criadas, por exemplo, a partir das boas experiências gastronômicas que eles já tiveram na estrada. “Muitas vezes não nos agradavam com o que era servido. Principalmente, no tocante às carnes, vez que, infelizmente, muitos estabelecimentos primam apenas lucros, vendendo uma coisa como se fosse outra.”

O que pedir? Nesta linha, vale a pena apostar nas porções de picanha ou anchos angus que são impecáveis. Dependendo do apetite, também é imperdível o burger Garage Jack, que leva hambúrguer de 200 gramas de costela, repolho roxo, queijo prato, cebola caramelizada e o molho exclusivo batizado de Tennessee Jack. Para acompanhar, chope joseense Three Lions.

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“Temos fome de coisas boas e não é só na cozinha, mas também no que trazemos para o bar. É por isso que investimos e incentivamos tantos projetos culturais. Desde shows internacionais de blues, até vernissages de livros, fotografia e dança”, afirmou.

Sobre os novos projetos, por enquanto, o empresário preferiu guardar a sete chaves e resumir em “são vários, tem muita novidade boa vindo por aí.” Bem, aguardaremos ansiosos, Billot.

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